quarta-feira, 14 de março de 2012

billy idol - sweet sixteen (1986)

Sweet Sixteen - Billy Idol

Enigma - Return To Innocence

14 DE Março dia da Poesia



Falar de poesia é conversar com o amor, com o tempo. A poesia nos escuta. Ela tem um ritmo democrático. Passa para todos. É responsável por todas as chegadas e partidas. A poesia é a deusa do nosso pensar amar. Intocável, ela age sobre todas as coisas e sentimentos. Dos homens à natureza. E mais, a poesia não possui tamanho. Só ela é capaz de colocar o ponto final na beleza e no amor.
Deus é só amor e poesia, a vida é uma poesia, o mundo é poesia. Basta compreendermos a força que ela tem.
Eu gostaria de ser sempre acariciada pela poesia.



FELIZ DIA DA POESIA.






Rosa Cleide Marques

CULTURA TRADIÇÃO: DIA DA POESIA

CULTURA TRADIÇÃO: DIA DA POESIA: A poesia como uma forma de arte pode ser anterior à escrita . Muitas obras antigas, desde os vedas indianos (1700-1200 a.C.) e os Gathas ...

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Livraria Selexyz Dominicanen - Maastricht











Livraria Selexyz Dominicanen - Maastricht
Essa já foi considerada pelo The Guardian como a livraria mais bela da Europa. A Igreja Dominicana de Maastricht começou a ser construída em 1260, no estilo gótico. Digo começou porque igrejas assim ficam séculos sendo construídas, reparadas, reformadas, expandidas e é difícil dizer exatamente quando elas "ficaram prontas".Retirado de: Curiosidades da Holanda:


De qualquer forma, quando Napoleão saiu tocando o puteiro pela Europa, Maastricht entrou na dança, e junto dançou o serviço religioso na Igreja. Em 1794 ela foi danificada no cerco dos franceses e, dois anos depois, já na ocupação francesa, todo o serviço espiritual foi suspenso, e a ordem religiosa que ainda restava, desbandada. Desde o começo do século XIX, ela teve diversos usos, inclusive escola, depósito municipal e estacionamento de bicicleta.
No fim das contas, a igreja foi restaurada e, a partir de 2006, a Selexyz comprou o prédio e transformou em livraria. O projeto arquitetônico foi do escritório Merkx-Girod, e ganhou o maior prêmio holandês de arquitetura em 2007.


Livraria Lello e Irmão 0 3ª mais bela do mundo





A Livraria Lello e Irmão, também conhecida como Livraria Chardron ou simplesmente Livraria Lello, situa-se na Rua das Carmelitas 144, na freguesia da Vitória da cidade do Porto, em Portugal.
Em virtude do seu ímpar valor histórico e artístico, a Lello tem sido reconhecida como uma das mais belas livrarias do mundo por diversas personalidades e entidades, casos do escritor
espanhol Enrique Vila-Matas, do jornal britânico The Guardian e da editora australiana de guias de viagens Lonely Planet.
História:

A empresa remonta à fundação da "Livraria Internacional de Ernesto Chardron", em 1869, na Rua dos Clérigos, n.º 296-298, no Porto. Antigo empregado da Livraria Moré, o cidadão francês Ernesto Chardron alcançou projeção como editor, sendo o primeiro a publicar grande parte das obras de Camilo Castelo Branco e outras de relevo na época, como o Tesouro da Literatura Portuguesa, de Frei Domingos Vieira. Após o imprevisto falecimento do fundador, aos 45 anos de idade, a casa-editora foi vendida à firma "Lugan & Genelioux, Sucessores" que, pouco depois, ficou com Mathieux Lugan como seu único proprietário. Em 1891, a Livraria Chardron adquiriu os fundos de três casas livreiras do Porto, pertencentes a A. R. da Cruz Coutinho, Francisco Gomes da Fonseca e Paulo Podestá.[1]
Entretanto, em
1881 José Pinto de Sousa Lello abriu um estabelecimento, nos números 18-20 da Rua do Almada, dedicando-se ao comércio e edição de livros. A 30 de junho de 1894 Mathieux Lugan vendeu a antiga Livraria Chardron a José Pinto de Sousa Lello que, associado ao seu irmão António Lello, manteve a Chardron com a razão social de "Sociedade José Pinto Sousa Lello & Irmão". Em 1898, entrou para a nova sociedade o fundo bibliográfico da Livraria Lemos & C.ª, fundada pelos irmãos Maximiliano e Manuel de Lemos.[1]
Com projeto do engenheiro
Francisco Xavier Esteves, no dia 13 de janeiro de 1906 inaugurou-se o novo edfício da Livraria Lello, no número 144 da Rua das Carmelitas, causando grande impacto no meio cultural da época. De entre as diversas figuras presentes na inauguração, encontrava-se Guerra Junqueiro, Abel Botelho, João Grave, Bento Carqueja, Aurélio da Paz dos Reis, José Leite de Vasconcelos e Afonso Costa.
A
24 de maio de 1919, a razão social do estabelecimento foi alterada para "Livraria Lello e Irmão, Lda.", entrando para a sociedade Raul Reis Lello, filho de António Lello. Em 1924, entraram José Pinto da Silva Lello e Edgar Pinto da Silva Lello. Em 1930, foi a vez de José Pereira da Costa, genro de António Lello, entrar também para a sociedade, simplificando-se então o nome para "Livraria Lello". Cinco anos mais tarde, José da Costa afastou-se, recuperando-se a designação "Lello & Irmão". Raul Reis Lello faleceu em 1949 e António Lello em 1953. À frente da livraria seguiram-se, José Pinto da Silva Lello, falecido em 1971, e Edgar Pinto da Silva Lello, que faleceu em 1989.
Com o objetivo de se adaptar aos tempos presentes, a livraria modernizou-se, criando-se uma nova sociedade — Prólogo Livreiros, S.A. —, da qual faz parte um dos herdeiros da família Lello. Todo o espaço foi restaurado em
1995, o serviço foi atualizado e informatizado, tendo também sido criado um espaço de galeria de arte e de tertúlia que se tem afirmado como um importante polo cultural da cidade do Porto.

Características:

Concebido segundo projeto do engenheiro Xavier Esteves, a Livraria Lello é um dos mais emblemáticos edifícios do neogótico portuense, destacando-se fortemente na paisagem urbana envolvente. Trata-se de um conjunto em que a arquitetura e os elementos decorativos deixam transparecer o estilo dominante no início de século XX.
A
fachada apresenta um arco abatido de grandes dimensões, com entrada central e duas montras laterais. Acima, três janelas rectangulares ladeadas por duas figuras pintadas por José Bielman, representando a "Arte" e a "Ciência". Uma platibanda rendilhada remata as janelas, terminando a fachada em três pilastras encimadas por coruchéus, com vãos de arcaria de gosto neogótico. A decoração é complementada por motivos vegetais, formas geométricas e a designação "Lello e Irmão", sob as janelas.
No interior, os
arcos quebrados apoiam-se nos pilares em que, sob baldaquinos rendilhados, o escultor Romão Júnior esculpiu os bustos dos escritores Antero de Quental, Eça de Queirós, Camilo Castelo Branco, Teófilo Braga, Tomás Ribeiro e Guerra Junqueiro. Os tetos trabalhados, o grande vitral que ostenta o monograma e a divisa da livraria "Decus in Labore" e a escadaria de grandes dimensões de acesso ao primeiro piso são as marcas mais significativas da livraria.



terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Cultura da região Nordeste do Brasil


Cultura da região Nordeste do Brasil
O maracatu, parte da cultura e folclore nordestino, reflete a miscigenação étnico-cultural entre
africanos, indígenas e portugueses. Na foto, Maracatu Nação em Olinda, Pernambuco.
A cultura nordestina é bastante diversificada, uma vez que foi influenciada por
indígenas, africanos e europeus. Os costumes e tradições muitas vezes variam de estado para estado.
Tendo sido a primeira região efetivamente colonizada por portugueses, ainda no
século XVI, que aí encontraram as populações nativas e foram acompanhados por africanos trazidos como escravos, a cultura nordestina é bastante particular e típica, apesar de extremamente variada. Sua base é luso-brasileira, com grandes influências africanas, em especial na costa de Pernambuco à Bahia e no Maranhão, e ameríndias, em especial no sertão semi-árido.
A riqueza cultural dessa região é visível para além de suas manifestações folclóricas e populares. A literatura nordestina tem dado contribuições para o cenário literário brasileiro, destacando-se nomes como
Jorge Amado, José de Alencar, João Cabral de Melo Neto, Rachel de Queiroz, Gregório de Matos, Clarice Lispector, Graciliano Ramos e Manuel Bandeira, dentre muitos outros. O Maranhão é o estado nordestino que mais se destacou e ainda se destaca no campo da Literatura Nacional, tais com os escritores: Gonçalves Dias, Aluísio Azevedo, Arthur Azevedo, Coelho Neto, Sousândrade, Viriato Correia, Ferreira Gullar, José Louzeiro, José Sarney, Raimundo Correia, Josué Montello e muitos outros. O pernambucano Gilberto Freyre representa um marco na história do Brasil devido ao seu livro Casa-Grande & Senzala, que demonstra a importância dos escravos para a formação do país e que brancos e negros são absolutamente iguais. No Ceará, o movimento da Padaria Espiritual, no fim do século XIX, antecipou algumas das renovações trazidas com o modernismo, no anos 1920 do século seguinte.


Na literatura pode-se citar a literatura popular de cordel que remonta ao período colonial (a literatura de cordel veio com os portugueses e tem origem na Idade média europeia) e numerosas manifestações artísticas de cunho popular que se manifestam oralmente, tais como os cantadores de repentes e de embolada.
Na música erudita, destacaram-se como compositores
Alberto Nepomuceno e Paurillo Barroso, assim como o cearense Liduíno Pitombeira na atualidade, e Eleazar de Carvalho como maestro. Ritmos e melodias nordestinas também inspiraram compositores como Heitor Villa-Lobos (cuja Bachiana brasileira nº 5, por exemplo, em sua segunda parte - Dança do Martelo - alude ao sertão do Cariri).
Na
música popular, destacam-se ritmos tais como coco, xaxado, martelo agalopado, samba de roda, baião, xote, forró, Axé e frevo, dentre outros ritmos. O movimento armorial do Recife, inspirado por Ariano Suassuna, fez um trabalho erudito de valorização desta herança rítmica popular nordestina (um de seus expoentes mais conhecidos é o cantor Antônio Nóbrega).
Na
dança, destacam-se o maracatu, praticado em diversas partes do Nordeste, o frevo (característico de Pernambuco) o bumba-meu-boi, o xaxado, diversas variantes do forró, o tambor-de-crioula (característico do Maranhão), etc. As músicas folclóricas quase sempre são acompanhadas de danças.
Caboclinho de lança do Maracatu Rural. O caboclo de lança é um dos símbolos da cultura pernambucana.
O
artesanato é também uma parte relevante da produção cultural do Nordeste, sendo inclusive o ganha-pão de milhares de pessoas por toda a região. Devido à variedade regional de tradições de artesanato, é difícil caracterizá-los todos, mas destacam-se as redes tecidas e, às vezes, bordadas com muitos detalhes; os produtos feitos em argila, madeira (por exemplo, da carnaúba, árvore típica do sertão) e couro, com traços bastante particulares; além das rendas, que ganharam destaque no artesanato cearense. Outro destaque são as garrafas com imagens feitas manualmente em areia colorida, um artigo produzido para venda para turistas. No Maranhão, destacam-se artesanatos feitos da fibra do buriti (palmeira), assim como artesanatos e produtos do babaçu (palmeira nativa do Maranhão).
A
culinária nordestina é variada, refletindo, quase sempre, as condições econômicas e produtivas das diversas paisagens geoeconômicas dessa região. Frutos do mar e peixes são bastante utilizados na culinária do litoral, enquanto, no sertão, predominam receitas que utilizam a carne e derivados do gado bovino, caprino e ovino. Ainda assim, há várias diferenças regionais, tanto na variedade de pratos quanto em sua forma de preparo (por exemplo, no Ceará, predomina o mugunzá - também chamado macunzá ou mucunzá - salgado, enquanto, em Pernambuco, predomina o doce). Na Bahia os principais destaques são as comidas feitas com azeite de dendê e com camarão, como as moquecas, o vatapá, o acarajé e os bobós; porém não são menos apreciadas comidas acompanhadas de pirão como mocotó e rabada e doces como a cocada. No Maranhão, destacam-se o cuxá, o arroz de cuxá, o bobó, o peixe pedra e a torta de camarão, bem ao estilo maranhense. Também no Maranhão se destaca o refrigerante Jesus ou Guaraná Jesus que é patrimônio maranhense. Já o bolo-de-rolo é patrimônio imaterial de Pernambuco. Algumas comidas típicas da região são: o baião-de-dois, a carne-de-sol, o queijo de coalho, o vatapá, o acarajé, a panelada e a buchada, a canjica, o feijão e arroz de coco, o feijão verde e o sururu, assim como vários doces feitos de mamão, abóbora, laranja, etc. Algumas frutas regionais - não necessariamente nativas da região - são a ciriguela, o cajá, o buriti, a cajarana, o umbu, a macaúba, as frutas maranhenses juçara, bacuri, cupuaçu, buriti, murici e a pitomba, além de outras também comuns em outras regiões.
Festas populares:
No
Carnaval os destaques são as festas de Salvador e Recife-Olinda.[1] O primeiro é a maior festa popular do planeta segundo o Guinness Book contando com cerca de 2,7 milhões foliões em seis dias de festa (equivalente ao número de moradores da cidade), e internacionalmente conhecido pelos desfiles de artistas famosos nos trios elétricos; e o segundo é considerado o carnaval mais democrático do país, já que os foliões não precisam pagar para brincar, e conhecido por seus característicos Bonecos de Olinda, pelo ritmo do frevo e do maracatu, além de possuir o maior bloco carnavalesco do mundo, o Galo da Madrugada. As micaretas (carnavais fora de época) de maior destaque são o "Carnatal" em Natal; o "Fortal" em Fortaleza; o "Pré-Caju" em Aracaju; a "Micareta de Feira" em Feira de Santana; e a "Micarande" em Campina Grande. Há também o "bumba-meu-boi" em Maceió e em São Luís do Maranhão.
O
Bumba meu boi é a principal manifestação folclórica do Maranhão.
É original do município de
Amarante (PI). Os negros da beira do rio Canindé, para afugentar o sono nas noites de luar, costumam dançar imitando o trote de um cavalo manco. Cavalheiros e damas, aos pares, formam um círculo e vão trotando alegremente, ora bem compassado, batendo firme no chão, com o pé esquerdo, ora apressado, sempre trocando os pares.
Bumba-meu-boi:
Ocorre em todo o Brasil, sendo o Nordeste apontado como seu nascedouro. Com variações significativas de nome, adereços, músicas, ritmo, dança... mas o enredo é sempre o mesmo: "Catirina grávida deseja comer a língua do boi do Capitão".
O Estado do
Maranhão é quem se destaca nessa manifestação folclórica.Existem mais de 200 bumbas-meu-boi distribuídos nos sotaques (tipos) de orquestra, matraca, pandeirão, zabumba e costa de mão. O Estado do Maranhão exportou essa brincadeira para o Estado do Amazonas que com o processo de aculturação transformo-se no boi bumbá. Dessa forma,segundo pesquisas a origem do boi bumbá é do bumba-meu-boi do Maranhão.
Festas juninas: O
São João é sem dúvida o festejo mais comum na região. Campina Grande e Caruaru disputam o título de maior São João do mundo: em ambas as cidades os festejos duram o mês de junho inteiro. Outras cidades, como Aracaju, Juazeiro do Norte, Mossoró, Teresina e Patos possuem comemorações mais modestas (cerca de quinze dias), e disputam o título de terceira maior festa. Os fogos são uma das principais atrações. Os mais conhecidos são a Estrelinha, o Marcianito e os fogos de Artifício. Além dos devários fogos temos a dança, como a Quadrilha e o Forró.
Humor:
O
Ceará se sobressai no humor, além de Chico Anísio, nasceram no estado Tom Cavalcante, Renato Aragão e Adamastor Pitaco, entre outros. Além dos cearenses, destacam-se Shaolin e Zé Lezin (PB), Mução e Espanta (RN), além da dupla Dirceu Andrade & Amaury Jucá e João Cláudio Moreno (PI).
Literatura:
O pernambucano
Gilberto Freyre representa um marco na história do Brasil devido ao seu livro Casa-Grande & Senzala que demonstra a importância dos escravos para a formação do país e que brancos e negros são absolutamente iguais.
Na Bahia nasceu um dos primeiros escritores de destaque no país, trata-se de
Gregório de Matos, integrante da escola barroca. No Romantismo destacaram-se na primeira geração Gonçalves Dias (MA), na segunda José de Alencar (CE) e na terceira Castro Alves (BA) e Sousândrade (MA). Na chamada Geração de 30, um resgate do romantismo, surgiram Rachel de Queiroz (CE), Graciliano Ramos (AL), José Lins do Rêgo (PB) e Jorge Amado (BA).
O maranhense
Aluísio Azevedo foi um dos principais autores do Realismo/Naturalismo. Augusto dos Anjos (PB) e Graça Aranha (MA) foram precursores do Modernismo, escola que posteriormente revelou João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira (PE), além de Jorge de Lima (AL). Os piauienses H Dobal, Assis Brasil, O G Rego e Torquato Neto.
O paraibano Ariano Suassuna criou na década de 70 o
movimento armorial, uma iniciativa de reunir elementos da cultura nordestina em prol da formação de uma arte erudita genuinamente brasileira. Dessa iniciativa surgiram obras como O Auto da Compadecida e O santo e a porca, ambos de Suassuna.
No Ceará,
Patativa do Assaré surpreendeu por seus versos complexos que seguiam formas metrificadas semelhantes aos versos de Camões. A literatura de cordel é bastante difundida na região, sendo o paraibano Leandro Gomes de Barros um dos maiores autores do gênero.
Música:
Vários gêneros surgiram no
Nordeste ao longo dos anos.
O pernambucano
Luiz Gonzaga foi o precursor do baião, ritmo que ao lado de outros como xote, xaxado e côco fazem parte do chamado forró. Vários artistas deram continuidade ao legado de Luiz Gonzaga, como é o caso de Dominguinhos, Sivuca, Jackson do Pandeiro e Waldonys.
O
frevo, mais comum nos estados do Pernambuco e Paraíba, se caracteriza pelo ritmo acelerado e pelos passos que lembram a capoeira. Esse gênero já revelou grandes músicos como Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo. Estes três, ao lado de Zé Ramalho, misturaram frevo, forró, rock, blues e outros ritmo. O quarteto costuma se apresentar com o nome de O Grande Encontro.
Na década de 60 surgiu na
Bahia o tropicalismo, inspirado no movimento antropofágico e que viria a se tornar um marco no Brasil. Faziam parte desse grupo os artistas Tom Zé, Caetano Veloso e Gilberto Gil, dentre outros.
A Bahia voltaria a ser berço de outro gênero musical na década de 80, com a criação da
axé music, tendo como precursores Luiz Caldas, Chiclete com Banana, Daniela Mercury, Timbalada e Olodum. O gênero revolucionou o carnaval baiano, já que o frevo, um ritmo pernambucano, era utilizado na festa de Salvador até então. Atualmente a Indústria da música baiana é a que gera mais estrelas no Brasil e já conta com uma "constelação" com notoriedade nacional e internacional como principalmente Ivete Sangalo que é considerada a cantora mais popular do Brasil na atualidade e líder de vendas na indústria fonográfica nacional, tem a capacidade de arrastar uma legião de fãs por onde passa, inclusive em terras internacionais. Exemplo disso foi o Rock in Rio Lisboa em 2004, onde a cantora bateu recorde de público. Ivete é dona da Caco de Telha, uma empresa de entretenimento que possui título de maior empresa do ramo no Norte-Nordeste e entre as cinco maiores no cenário nacional. A Caco de Telha já trouxe grandes eventos para o Brasil como a turnê I am... da cantora pop Beyoncé, a turnê The End do grupo musical Balck Eyed Peas,o show The Grand Moscow Classical Ballet e as apresentações do Cirque du Soleil no Brasil. Jà proporcionou ao estado da Bahia, além desses eventos com artistas internacionais, grandes shows com artistas nacionais como a turnê Roberto Carlos 50 anos de música. Através da caco de Telha, Ivete Sangalo foi a estrela de uma mega-produção no Madison Square Garden, o templo da música internacional moderna. Na Bahia, nasceu João Gilberto considerado entre todos os outros percursores da Bossa Nova: Tom Jobim, Vinicius de Moraes e Luiz Bonfá Bossa Nova, o ritmo brasileiro mais conhecido no mundo. João Gilberto é considerado dentre os percursores da Bossa Nova o principal criador do ritmo.
Nos anos 80 surgia em Pernambuco a primeira grande referência da música Punk/Hardcore na região e o principal nome é a banda
Câmbio Negro HC, sendo também a pioneira no estilo e a primeira a produzir os primeiros discos do gênero na região, além de ser uma grande referência da música undergroud do país.
Já nos anos 90, surgia em Pernambuco o
Mangue beat, ritmo que reunia rock, hip hop, maracatu e música eletrônica. Chico Science e Nação Zumbi são os principais nomes do gênero.
O
repente é bastante difundido no interior, tendo como destaque o cearense Cego Aderaldo. A Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto, banda de pífaros do Ceará, possui fama internacional. No Ceará, destacam-se ainda, Fagner, Belchior e Ednardo, ícones da MPB.
Foi também no Nordeste que nasceu o
brega que tem como principais representantes o pernambucano Reginaldo Rossi e o baiano Waldick Soriano.
O
Maranhão possui grande diversidade de ritmos, como: Tambor de Crioula, Tambor de Mina, Tambor de Taboca, Tambor de Caroço, os quatro sotaques do bumba-meu-boi, além de ser um dos principais redutos brasileiros do reggae. Tribo de Jah, uma das principais bandas do gênero, surgiu no Estado. Outros maranhenses de destaque são: João do Vale; Cláudio Fontana; Rita Ribeiro; Catulo da Paixão Cearense; Lairton dos Teclados ;Zeca Baleiro (MPB), e Alcione (Samba).
Raul Seixas, nascido na Bahia, é considerado o principal nome do rock no Brasil. Integrou o movimento da Jovem Guarda como compositor. Atualmente a também baiana Pitty faz muito sucesso no rock. Além dos grupos Cordel do Fogo Encantado e Pedro Luís e a Parede marcando significativamente a música popular brasileira contemporânea.
Religião:
A religião predominante é a católica. Algumas pessoas são veneradas como santas, apesar do não reconhecimento da
Igreja Católica, como é o caso de Padre Cícero, Frei Damião, Irmã Dulce, Padre Ibiapina e Maria de Araújo.
São comuns peregrinações de
romeiros a determinadas cidades do nordeste, destacando-se Juazeiro do Norte e Canindé (CE), Bom Jesus da Lapa (BA) e Santa Cruz dos Milagres (PI).
Todos os anos no mês de janeiro, ocorre em
Salvador a lavagem do Bonfim, uma tradicional celebração religiosa que tem como ponto alto a lavagem das escadarias da Igreja do Nosso Senhor do Bonfim pelos fiéis.
O
candomblé possui diversos adeptos na Bahia e costumam reverenciar Iemanjá oferecendo presentes a entidade, tais oferendas são jogadas ao mar ou depositadas em pequenos barcos soltos em alto mar.
No
Maranhão, o Tambor de Mina é herança da religião africana nesse Estado. Ao invés dos orixás - entidades - como acontece na Bahia, têm-se os caboclos ou cabôcos (linguagem popular) que são entidades que baixam nos pais e filhos de santo. Também no Maranhão tem a Festa de São José de Ribamar, Santo padroeiro do Estado, assim como inúmeras outras festas de santos que acontecem na Capital e no interior maranhense.
Personalidades:
Na região Nordeste nasceram diversas personalidades que se destacaram e se destacam em todas as áreas do conhecimento, tais como:
Mário Schenberg, considerado o físico teórico mais importante do Brasil;
Pedro Américo, um dos maiores artistas plásticos brasileiros;
Ruy Barbosa, intelectual brasileiro, conhecido como "Águia de Haia";
Aurélio Buarque de Holanda, autor do principal dicionário de português adotado no Brasil;
Paulo Freire, um dos pensadores mais notáveis da história da pedagogia mundial;
Nelson Rodrigues, um dos maiores dramaturgos brasileiros;
Casimiro Montenegro Filho, criador do ITA e do CTA e pioneiro do CAN;
Carlos Paz de Araújo, cientista detentor de diversas patentes na área de nanotecnologia;
Celso Furtado, um dos economistas mais influentes da história brasileira e latinoamericana;
Gilberto Freyre, um dos mais importantes sociólogos do século XX;
Fernando de Mendonça, fundador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE);
Clóvis Beviláqua, considerado o maior jurista brasileiro;
Jorge Amado, um dos escritores com mais livros traduzidos no mundo;
José de Alencar, um dos maiores escritores românticos da língua portuguesa;
Leopoldo Nachbin, matemático criador da teoria de Espaços Hewitt-Nachbin;
Rachel de Queiroz, a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras;
Assis Chateaubriand, fundador do MASP e da TV Tupi (pioneira na América do Sul);
Maurício Peixoto, um dos pioneiros mundiais no estudo da estabilidade estrutural;
Luís da Câmara Cascudo, o maior folclorista do país;
José Ermírio de Moraes, engenheiro, fundador do Grupo Votorantim;
Norberto Odebrecht, engenheiro, fundador da Organização Odebrecht;
Antônio de Queiroz Galvão, engenheiro, fundador do Grupo Queiroz Galvão;
João Cabral de Melo Neto, o primeiro brasileiro a ser galardoado com o Prêmio Camões;
Paulo Ribenboim, brilhante matemático brasileiro;
Delmiro Gouveia, um dos pioneiros da industrialização no Brasil;
Ferreira Gullar, um dos fundadores do neoconcretismo;
Marechal Deodoro da Fonseca, o proclamador da República;
Pontes de Miranda, um dos maiores juristas do Brasil;
Anísio Teixeira, difusor dos pressupostos do movimento da Escola Nova;
Pirajá da Silva, responsável pela identificação do ciclo fisiopatológico da esquistossomose;
Teixeira de Freitas, autor de um dos esboços do código civil brasileiro que influenciou profundamente os códigos civis do Paraguai, do Uruguai e principalmente da Argentina, ao qual serviu como modelo;
Nas
Ciências Humanas e Sociais, nomes como Joaquim Nabuco, Nelson Rodrigues, José de Alencar, Tobias Barreto, Assis Chateaubriand, Rachel de Queiroz, Castro Alves, Jorge Amado, Paulo Freire, João Cabral de Melo Neto, Raimundo Correia, Álvaro Lins, Clarice Lispector, Graciliano Ramos, Gilberto Freyre, José Lins do Rêgo, Marcos Vilaça, Jorge de Lima, João Ubaldo Ribeiro, Dias Gomes, Clóvis Beviláqua, Clodomir Cardoso, Aurélio Buarque de Holanda, Gregório de Matos, Aluísio Azevedo, Ferreira Gullar, Gonçalves Dias, Anísio Teixeira, Ariano Suassuna, Artur de Azevedo, José Américo de Almeida, Graça Aranha, Martins Júnior, Adolfo Caminha, Josué Montello, Sílvio Romero, Josué de Castro, Viriato Correia, Manuel Bandeira, Pontes de Miranda, Nísia Floresta, Auta de Souza, Amando Fontes, Coelho Neto, Adonias Filho, Afrânio Peixoto, Ernesto Carneiro Ribeiro, Teixeira de Freitas, José Sarney, Olegário Mariano, Raimundo de Farias Brito, Catulo da Paixão Cearense, Laudelino Freire, Adelmar Tavares, Capistrano de Abreu, Hermes Fontes, José da Silva Lisboa, Augusto dos Anjos, Carlos Pena Filho, José Condé, Sousândrade, Marcelino Freire, Manuel Correia de Andradre, Milton Santos, Carlos Ayres Britto, João Ribeiro, Augusto Tavares de Lyra, Roberto Lyra, João Carneiro de Sousa Bandeira e Antonio Herculano de Sousa Bandeira;
Nas
Ciências Exatas e Biológicas, nomes como Mário Schenberg, Leopoldo Nachbin, Elon Lages Lima, Paulo Ribenboim, Norberto Odebrecht, Joaquim Gomes de Sousa, Miguel Mauricio da Rocha, Pirajá da Silva, Cândido Firmino de Melo Leitão, Casimiro Montenegro Filho, Correia Picanço, Otto de Alencar, Israel Vainsencher, Antonio Mário Antunes Sette, Elsimar Coutinho, José Leite Lopes, Juliano Moreira, Reginaldo Marinho, Edson Mororó Moura, Nise da Silveira, Alberto Passos Guimarães Filho, Expedito José de Sá Parente, Alexandre Rodrigues Ferreira, Fernando Antonio Figueiredo Cardoso da Silva, Arnaldo Carvalho de Melo, Rubens de Azevedo, Antônio de Queiroz Galvão, João Santos, Bezerra de Menezes, entre muitos outros;
Na
Música, os exemplos mais conhecidos são João Gilberto, Raul Seixas, Dorival Caymmi, Luiz Gonzaga, Bezerra da Silva, Belchior, Lenine, Astrud Gilberto, Gilberto Gil, Alceu Valença, Djavan, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gal Costa, Zé Ramalho, Elba Ramalho, Alcione, Simone, Moraes Moreira, Geraldo Azevedo, Chico Science, Margareth Menezes, Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Ademilde Fonseca, Waldick Soriano, Pitty, Herbert Vianna, Dinho dos Mamonas Assassinas, Roberta Miranda, Roberta Sá, Tom Zé, Fagner, Marina Elali, Mara Maravilha, Gilliard, Zeca Baleiro, Chico César, Luiz Caldas, Otto, Renata Arruda, Geraldo Vandré, Nando Cordel, Antônio Nóbrega, Dominguinhos, Patricia Mellodi, Amelinha, Fred Zero Quatro, Jackson do Pandeiro, Pepeu Gomes, Armandinho, Dodô e Osmar, Fernando Lobo, Cynthia Zamorano, Nelson Jacobina, Carlinhos Brown, Reginaldo Rossi, Falcão, Xangai, Jorge de Altinho, Turibio Santos, Hermeto Pascoal, Sivuca, Eleazar de Carvalho, Filipe Guerra, Jacques Klein e Tânia Maria;
Nas
Artes Cênicas (teatro, cinema e televisão), destaque para Bibi Ferreira, Marco Nanini, José Wilker, Othon Bastos, Arlete Salles, Chacrinha, Lázaro Ramos, Priscila Fantin, Wagner Moura, Hermila Guedes, Daniel Boaventura, Virgínia Cavendish, Irandhir Santos, João Miguel, Solange Couto, Guilherme Berenguer, Bruno Garcia, Patrícia França, Emanuelle Araújo, Antonio Pitanga, Carmem Verônica, Ingra Liberato, Luíza Tomé, Arlindo Grund, Torquato Neto, Guel Arraes, Glauber Rocha, Cacá Diegues, Fernando Coni Campos, Emiliano Queiroz, Natália do Vale, Sílvia Salgado, Anthero Montenegro, Lucci Ferreira, Gustavo Falcão, Luiz Carlos Vasconcelos, Tuca Andrada, Ildi Silva, Jorge Pontual, Pedro Malta, Regina Dourado, Chica Xavier, Arnaud Rodrigues, Fábio Lago, André Valli, Sebastião Vasconcelos, Tânia Alves, Lupe Gigliotti, Gero Camilo, Ilva Niño, Walter Breda, Lucy Ramos, Chico Anysio, Renato Aragão, Tom Cavalcante, Wellington Muniz, Fabiana Karla, João Cláudio Moreno, Zé Lezin, Espanta, Adamastor Pitaco, Shaolin, Luiz Armando Queiroz, Lívia Falcão, Jackson Costa, Erom Cordeiro, Alexandre Schumacher, Louise Wischermann, Carolina Magalhães, Íris Bustamante, Viviane Victorette, Giselle Tigre, Antônia Fontenelle, Armando Babaioff, Mayana Neiva, dentre outros tantos;
No
Jornalismo, destaque para Francisco José, José Raimundo, Tadeu Schmidt, Ricardo Noblat, Ricardo Callado, Moacir Japiassu, Alan Severiano, Márcio Canuto, Luciana Ávila, Michelle Loreto, Rosana Jatobá, Ticiana Villas Boas, entre muitos outros;
Nas
Artes Plásticas e Design, destacam-se Pedro Américo, Aldemir Martins, Mário Cravo, Romero Britto, Francisco Brennand, Mestre Vitalino, Cícero Dias, Andree Guittcis, Carybé, Bispo do Rosário, Sante Scaldaferri, Antonio Maia, Lucília Fraga, Otacílio de Azevedo, Abelardo da Hora, Joãosinho Trinta, entre outros;
Nos
esportes, destaque para Zagallo, Oscar Schmidt, Marta, Rivaldo, Bebeto, Dida, Vampeta, Vavá, Júnior, Juninho Pernambucano, Daniel Alves, Edílson, Hulk, Popó, Shelda Bede, Ricardo, Joanna Maranhão, Edvaldo Valério, Clodoaldo Silva, Yane Marques, Tony Kanaan, Robyn Regehr, Manoel Tobias, Keila Costa, Lyoto Machida, Minotauro e Minotouro;
Dentre
modelos, pode-se citar Adriana Lima, Emanuela de Paula, Arthur Sales, Fernanda Tavares, Diego Fragoso, Schynaider de Moura Souza, Lais Ribeiro, Carlos Freire, Ingrid Kelly, Jean Carlos Santos, Thomaz de Oliveira, Luana Mourato, Edilson Nascimento, a eterna Miss Brasil Martha Rocha e a Miss Universo 1968 Martha Vasconcellos;
Dentre
Políticos e Líderes, nordestinos importantes no cenário nacional como Marechal Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto, Teotônio Vilela, Epitácio Pessoa, Humberto de Alencar Castelo Branco, Itamar Franco, Luiz Inácio Lula da Silva, José Sarney, Cristovam Buarque, Heloísa Helena, Antônio Carlos Magalhães, Estácio Gonçalves Souto Maior, Alzira Soriano, Frei Caneca, Zumbi dos Palmares, Antônio Conselheiro, Pe. Cícero Romão Batista, dentre outros tantos.



Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cultura_da_regi%C3%A3o_Nordeste_do_Brasil
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