domingo, 24 de outubro de 2010

Jão Gomes de Sá - Literatura de Cordel


JOÃO GOMES DE SÁ nasceu em Água Branca, no sertão alagoano, no dia 9 de maio de 1954, e mora em São Paulo. É formado em Letras (Português-Inglês) pela Universidade Federal de Alagoas. Em 1977, trabalhou como bolsista da Funarte no Museu de Antropologia e Folclore Dr. Théo Brandão, quando conheceu as manifestações de cultura espontânea de seu povo. E é por isso que, volta e meia, o que escreve revela a influência do folclore da região.

Morando em São Paulo há algum tempo, além de suas atividades como professor de Português, dá orientações técnicas sobre o folclore. Utilizando elementos da cultura popular, escreveu e editou Ressurreição do boi, Canto guerreiro e Meu bem-querer e os cordéis A briga de Zé Valente com a Leide Catapora e A luta de um cavaleiro contra o Bruxo Feiticeiro.

Livros:

O Corcunda de Notre-Dame, de Victor Hugo, é o tema inspirador deste volume da Coleção Clássicos em Cordel. O poeta João Gomes de Sá, nesta versão para a poesia de cordel, transporta os famosos personagens para uma pequena cidade do Nordeste Brasileiro.

Alice no País das Maravilhas, imaginado pelo cordelista João Gomes de Sá, há rios de leite, castelos feitos de rapadura, e o chapeleiro louco usa um chapéu igual ao de Lampião. A pequena Alice e os fascinantes personagens da obra-prima de Lewis Carroll ganham nova roupagem nesta releitura em cordel.

Sebastião Marinho - Repentista


Sebastião Marinho 55, é cantador repenista profissional desde 1968, natural de Solânea, estado da Paraíba é o presidente-fundador da Ucran-União dos Cantadores, Repentistas e Apologistas do Nordeste. (Trechos da matéria feita no final dos anos 80 na revista "Quinta Roda").
A família de Sebastião Marinho ainda tentou convencê-lo a procurar uma profissão mais estável e, aos 13 anos, fizeram com que ele fosse cuidar de uma mercearia. Mas sempre que tinha alguma cantoria, ele fechava o estabelecimento e ia desafiar os velhos cantadores. Quando fez dezoito anos, Sebastião achou que já era tempo de "conhecer mundo", e partiu para a cidade onde montou um programa na rádio Difusora de Bananeiras. Era um programa diário, e com ele, Sebastião começou a ficar famoso e a ser requisitado para cantorias em outras cidades. Na Tv fez Diversas entrevistas e matérias na Band, SBT, Globo, Cultura, Canais comunitários, etc, Participou de dezenas curta metragens e documentários. O mais recente é o curta de 2002, " O Homem e o Lobisomem" produzido no Distrito Federal.
- Participações mais recentes:
* Programa Ensaio - TV Cultura (1999) Acompanhado dos cantadores: Sebastião da Silva, Waldir Teles e Coriolano Sérgio. Esse programa foi muito importante na difusão do repente em São Paulo, onde os cantadores puderam contar experiências pessoais muito marcantes no desenvolvimento de seus trabalhos.
* Brasil Quinhentos Anos - TV Globo (2000)
* Repórter Eco - Tv Cultura (2002)

Sebastião Marinho e a indústria fonográfica:

- Participou de diversos CD'S de coletâneas sobre a arte da cantoria. - Em 1979 e 1981 fez a 1a e 2a coleção "Cantadores do Nordeste" Sebastião Marinho e João Quindingues- selo Copacabana. - CD'S mais recentes:

OBS.: Visitou o Colégio Marupiara (Escola onde trabalho como bibliotecária), no dia 23 de Outubro de 2010.

domingo, 5 de setembro de 2010

Crianças Invisíveis: a infância perdida


Crianças Invisíveis é uma produção encomendada pela Unicef e realizada pelas mãos hábeis de oito diretores consagrados de diferentes nacionalidades. A realidade dos continentes tem recortes de suas crianças transpostos para as telas a partir do olhar sensível e diferenciado de nomes como os do inglês Ridley Scott e de sua filha Jordan Scott, da brasileira Katia Lund (co-diretora de Cidade de Deus), do norte-americano Spike Lee, do chinês John Woo, do italiano Stefano Veneruso, do bósnio Emir Kusturica e do argelino Mehdi Charef.

Há, evidentemente, para cada diretor uma produção. O filme é, então, uma colcha de retalhos que nos coloca a cada momento num paralelo específico, a observar o que está acontecendo, nesse exato momento, com algumas crianças em seus respectivos países/continentes. A qualidade dos trabalhos é marcada pela instabilidade. Mesmo levando-se em conta o currículo recheado dos cineastas que estão envolvidos no projeto, alguns filmes são melhores e mais tocantes enquanto outros parecem carecer de um pouco mais de brilho e empenho de seus realizadores.

Há histórias que nos atingem mais profundamente e nos fazem sentir a dura realidade das crianças ali retratadas como se estivéssemos no lugar delas. Outras são um pouco mais frias e distantes, mas também se prestam a denunciar irregularidades, erros, descaminhos e problemas que abreviam a infância e forçam muitas e muitas crianças a amadurecer prematuramente às custas de grandes sofrimentos.

Sem patriotadas é possível definir o filme de Kátia Lund como a melhor realização entre os curta-metragens que compõem Crianças Invisíveis. Parecemos caminhar pelas ruas de São Paulo ao lado das crianças que protagonizam o filme. Cada detalhe das ruas paulistanas parece muito familiar aos espectadores brasileiros, mesmo para aqueles que moram no Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre, Belo Horizonte ou Recife.

A decepção maior fica por conta do trabalho do oscarizado Ridley Scott, em parceria com sua filha Jordan Scott. A Grã-Bretanha dos Scott não nos parece real, como também as crianças que ali aparecem. O projeto poderia ter uma resposta melhor se a questão das minorias étnicas fosse o foco do projeto de cineastas europeus como Scott. Questões primordiais relativas a esse tema têm sido discutidas em nações prósperas e socialmente bem estabelecidas como a França, a Alemanha e a própria Inglaterra e seriam enriquecedoras caso incluídas no filme.
O filme sobre a Itália também decepciona e se mostra frágil em seus argumentos ao destacar a marginalidade dos adolescentes e seu envolvimento com cigarros e drogas ilícitas. Seria possível explorar dentro do universo europeu o envelhecimento de sua população e a solidão das crianças que vivem em países com PIB elevado e seguridade social garantida. Que infância têm esses meninos e meninas?

A inclusão da África e de suas guerras civis, o episódio norte-americano falando sobre a exclusão a que estão submetidos os aidéticos (com um olhar particularmente devotado a comunidade negra, bem ao estilo de Spike Lee), os reformatórios na Bósnia-Herzegovina e na Sérvia a nos colocar em contato com as crianças marginalizadas e violentas (o que pode nos fazer lembrar da Febem...) e o contraste da infância rica e da pobre na China dos novos tempos (num ótimo trabalho de John Woo) nos permitem uma ampla e interessante visão global da infância perdida.

Ficamos órfãos, no entanto, de uma voltinha pela Oceania, pelos cantos do Oriente Médio, de tão competentes cineastas, e pelas cercanias da Índia (e sua prolífica Indústria Cinematográfica, que poderia nos legar capítulos interessantes nesse volume). Quem sabe essas histórias não ficaram para uma nova e necessária versão do filme, uma continuação que valeria a pena fazer...
Precisamos abrir os olhos e dar mais atenção a essa infância desperdiçada, violentada e desesperançada. Tem nos faltado a devida sensibilidade para que essa nobre causa ganhe mais e mais defensores em todo o planeta. O filme certamente queria abrir não só os nossos olhos, mas também os nossos corações,...

O Filme
Os morros africanos nos introduzem nas mazelas das crianças e nos transportam para as disputas políticas que geram as guerras civis africanas. Crianças travestidas de soldados que se escondem no meio de plantações à espreita de soldados que representam ditadores e opressores que controlam tudo a mão de ferro. O medo não parece acompanhar os meninos. O ódio, por sua vez, é ingrediente que nutre cada um de seus passos sem lhes dar um só instante de trégua...

Como num passe de mágica, que só o cinema nos permite, viajamos milhares de quilômetros e atravessamos o Atlântico para chegar às ruas da Grande São Paulo. Acompanhamos os passos de duas crianças pelas ruas da opressora metrópole. Catadores de papelão, latinhas e sucatas em geral, os irmãos João e Bilú, sofrem com o trânsito, a disputa por espaço em seu “mercado de trabalho”, a violência e o desdém com que são tratados por tantas pessoas e até mesmo com o clima e a poluição. Tudo isso sem perder a esperança, a fé e o bom humor...

Do norte do continente migramos para os bairros de Nova Iorque. Não é o lado rico e charmoso da cidade que nos acolhe. São os bairros mais simples, que para muitas cidades do mundo pobre seriam considerados até mesmo privilegiados diante da tamanha miséria em que vivem. Dentro de um desses apartamentos acompanhamos a triste realidade de uma menina aidética e de seus pais viciados. Há luz no fim do túnel para essas pessoas?

Da América vamos para a Europa, chegamos num reformatório Bósnio. Meninos que burlaram a lei estão todos reunidos sob a tutela de um pretenso educador/diretor de instituição correcional. Será possível reverter a história desses meninos marginalizados pela sociedade e pelos desmandos de suas próprias famílias?

Ainda na Europa passeamos pela Inglaterra e os traumas das crianças que sobrevivem às guerras na orfandade. Com os pais mortos nos conflitos e a economia de seus países arruinada pelas bombas lançadas dos céus, que destino existe para essas crianças e adolescentes?

Na Itália o nosso foco passa a ser o desvio provocado pelos vícios e pela desestruturação familiar. Crianças, pré-adolescentes e adolescentes que perambulam pelas ruas atrás de vítimas distraídas que possam ter suas carteiras furtadas ou relógios caros roubados. De suas rápidas desventuras surge o necessário dinheiro para pagar os vícios do cotidiano...

O episódio mais tocante fica, porém, para o final. Para tanto migramos para a China. A opulenta economia chinesa e seus altos índices de crescimento nos colocam em contato com uma emergente parcela de sua sociedade que tem automóveis de luxo, casas amplas e dinheiro suficiente para comprar muitos brinquedos para suas crianças. Do outro lado da cidade, em casebres lúgubres que nos lembram os cortiços de Aluísio de Azevedo, vivem milhões de pessoas que lutam somente para sobreviver. Sua busca não é pela riqueza, mas pelo pão de cada dia. Entre elas há muitas crianças...
Cada história traz várias imagens fortes. A tristeza no rosto das crianças é uma das mais marcantes. Nos diferentes países há uma evidente amargura expressa na face desses menores. Apesar disso o que mais me tocou com profundidade foram as lições de esperança dos protagonistas das histórias brasileira e chinesa. Seus exemplos e otimismo parecem nos dizer que ainda dá tempo de virar o jogo.
Apesar da irregularidade dos episódios, Crianças Invisíveis é um gol de placa da Unicef. Pena que a distribuição do filme nos cinemas e nas locadoras tenha sido tão restrita. Temos que levar a produção para as salas de aula e despertar nossos alunos para o flagelo que devora as infâncias de tantas e tantas crianças mundo afora...

Ficha Técnica:

Crianças Invisíveis(All the invisible children)
País/Ano de produção: Itália, 2005Duração/Gênero: 116 min., Drama Direção de Kátia Lund, Spike Lee, Ridley Scott, Jordan Scott, Stefano Veneruso, John Woo, Mehdi Charef e Emir KusturicaRoteiros de Mehdi Charef, Diogo da Silva, Stribo Kusturica, Kátia LundCinqué Lee, Joie Lee, Spike Lee, Qiang Li, Stefano Venerusco, Jordan ScottElenco: Francisco Anawake, Maria Grazia Cucinotta, Damaris Edwards, Vera Fernandez, Hazelle Goodman, Hannah Hodson, Zhao Ziann, Wenli Jiang, David Thewlis, Jake Ritzema, Kelly Mcdonald, Rosie Perez, Andre Royo, Qi Ruyi, Lanette Ware.
Links:


quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Kevin Lyttle


Kevin Lyttle (born Lescott Kevin Lyttle Coombs, September 14, 1976) is a soca artist hailing from Saint Vincent and the Grenadines, who had a worldwide hit with the interpellative soca ballad, "Turn Me On", which was recorded by Lyttle and the dancehall artist Spragga Benz. The song was previously recorded by Lyttle and Vincentian soca star MaddZart and produced by Adrian Bailey.

Career

Previously, Lyttle had subsisted on day jobs, such as customs officer and radio disc jockey. Lyttle recorded "Turn Me On" in Saint Vincent and the Grenadines in 2001. His strong live performances of soca influenced by dancehall and contemporary R&B made the song a hit throughout the Caribbean.
The song started finding its way into
clubs in the UK. It was officially released as a single in the UK in late 2003 and reached number two in its first week, spending seven weeks in the Top 10 of the UK Singles Chart.
It later reached number eleven in Finland and number three in Australia; and was a hit in other twelve countries. The single was released in the U.S. in 2004 and the video was added to MTV on May 24, 2004. "Turn Me On" eventually went gold in the U.S. and peaked at number four on the Billboard Hot 100.
Lyttle signed with
Atlantic Records in 2003.

His self-titled album was released on July 27, 2004 in the U.S. The second single, "Last Drop", has been released in markets outside the U.S., and has reached the Top 10 in Finland, the Top 20 in Switzerland, the Top 30 in the UK and Top 40 in the Netherlands, Sweden, and Australia.
Along with Byron Lee and Arrow, he performed at the Cricket World Cup 2007 opening ceremony in Greenfield Stadium, Jamaica.
Lyttle's latest album, Fyah, was released by
Universal Records in Japan in the late summer of 2008. It featured contributions from the artists, Problem Child, Lexxus and Skinny Fabulous, plus a duet version of "Turn Me On" with Alison Hinds. Single releases included the title song and the Kevin Rudolf produced, "Something About You". U.S., Canadian, European and Caribbean releases followed.
Personal life
Lyttle lives in
Miami, Florida and is engaged to Dr. Jacqueline James.

Discography
Albums
2004:
Kevin Lyttle - #8 U.S.
(RIAA certification: Gold)
2008: Fyah -
Universal - Japan

Singles
2004: "
Turn Me On" - #4 U.S., #2 UK
2004: "Last Drop" - #22 UK
2004: "Drive Me Crazy"
2008: "Fyah"
2009: "Anywhere" featuring
Flo-Rida

References
Roberts, David (2006). British Hit Singles & Albums (19th ed.). London: Guinness World Records Limited. p. 335. ISBN 1-904994-10-5.

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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Fábio Sombra


Fábio Sombra (Rio de Janeiro, 1965) é um escritor brasileiro. Suas obras para crianças e jovens, geralmente abordam temas da cultura popular brasileira como: folias de reis, desafios em versos e cantorias de viola. Seu livro “A lenda do violeiro invejoso” (2005) recebeu da FNLIJ o selo de “Altamente recomendável para o jovem”. Fábio Sombra é membro da ABLC – Academia Brasileira de Literatura de Cordel, onde ocupa a cadeira de número 03, dedicada ao poeta Firmino Teixeira do Amaral.

Obras publicadas:

Rio de Janeiro by Fábio Sombra – Ed. Viana e Mosley – 2004
A Lenda do violeiro invejoso – Ed. Rocco – 2005
A peleja do violeiro Magrilim com a formosa princesa Jezebel – Ed. Lê – 2008
A caravana do oriente – Ed. Rocco – 2008
Magrilim e Jezebel em: O rei do ABC – Ed. Lê – 2009
Armando e o mistério da garrafa – Ed. Abacatte– 2009
Curupiras, sacis e outras criaturas fantásticas das florestas – Ed. Rocco – 2009 Brincadeira de arco-íris – Ed. Ao Livro Técnico – 2009
Cantos e contas – Ed. Ao Livro Técnico – 2009
Treze casos de viola e violeiros – Ed. Escrita Fina – 2010
João Valente – Ed. Abacatte – 2010
O soldado que assustou a morte - Ed. Mundo Mirim - 2010


Fonte:

Ferreira Goulart


Ferreira Gullar, pseudônimo de José Ribamar Ferreira (São Luís, 10 de setembro de 1930) é um poeta, crítico de arte, biógrafo, tradutor, memorialista e ensaísta brasileiro e um dos fundadores do neoconcretismo.

Biografia:

Segundo Mauricio Vaitsman, ao lado de Bandeira Tribuzi, Luci Teixeira, Lago Burnet, José Bento, José Sarney e outros escritores, fez parte de um movimento literário difundido através da revista que lançou o pós-modernismo no Maranhão, A Ilha, da qual foi um dos fundadores.

Morando no Rio de Janeiro, irá participar do movimento da
poesia concreta, sendo então um poeta extremamente inovador, escrevendo seus poemas, por exemplo, em placas de madeira, gravando-os.
Em 1956 participou da exposição concretista que é considerada o marco oficial do início da poesia concreta, tendo se afastado desta em 1959, criando, junto com
Lígia Clark e Hélio Oiticica, o neoconcretismo, que valorizava a expressão e a subjetividade em oposição ao concretismo ortodoxo. Posteriormente, ainda no início dos anos de 1960, se afastará deste grupo também, por concluir que o movimento levaria ao abandono do vínculo entre a palavra e a poesia, passando a produzir uma poesia engajada e envolvendo-se com os CPC's.

Prêmios:

Ganhou o concurso de poesia promovido pelo Jornal de Letras com seu poema "O Galo" em 1950. Os prêmios Molière, o Saci e outros prêmios do teatro em 1966 com "Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come", que é considerada uma obra prima do teatro moderno brasileiro.

Em 2002, foi indicado por nove professores dos Estados Unidos, do Brasil e de Portugal para o Prêmio Nobel de Literatura. Em 2007, seu livro Resmungos ganhou o Prêmio Jabuti de melhor livro de ficção do ano. O livro, editado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, reúne crônicas de Gullar publicadas no jornal "Folha de São Paulo" no ano de 2005. Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009.
Foi agraciado com o
Prémio Camões 2010.

Bibliografia:

Poesia:

Um pouco acima do chão, 1949
A luta corporal, 1954
Poemas, 1958
João Boa-Morte, cabra marcado para morrer (cordel), 1962
Quem matou Aparecida? (cordel), 1962
A luta corporal e novos poemas, 1966
História de um valente, (cordel; na clandestinidade, como João Salgueiro), 1966
Por você por mim, 1968
Dentro da noite veloz, 1975
Poema sujo, (onde localiza-se a letra de
Trenzinho do Caipira) 1976
Na vertigem do dia, 1980
Crime na flora ou Ordem e progresso, 1986
Barulhos, 1987
O formigueiro, 1991
Muitas vozes, 1999
Antologias
Antologia poética, 1977
Toda poesia, 1980
Ferreira Gullar - seleção de Beth Brait, 1981
Os melhores poemas de Ferreira Gullar - seleção de Alfredo Bosi, 1983
Poemas escolhidos, 1989
Contos e crônicas
Gamação, 1996
Cidades inventadas, 1997
Resmungos, 2007

Teatro:

Um rubi no umbigo, 1979

Crônicas:

A estranha vida banal, 1989
O menino e o arco-íris, 2001
Memórias:
Rabo de foguete - Os anos de exílio, 1998
Biografia:
Nise da Silveira: uma psiquiatra rebelde, 1996
Ensaios:
Teoria do não-objeto, 1959
Cultura posta em questão, 1965
Vanguarda e subdesenvolvimento, 1969
Augusto do Anjos ou Vida e morte nordestina, 1977
Tentativa de compreensão: arte concreta, arte neoconcreta - Uma contribuição brasileira, 1977
Uma luz no chão, 1978
Sobre arte, 1983
Etapas da arte contemporânea: do cubismo à arte neoconcreta, 1985
Indagações de hoje, 1989
Argumentação contra a morte da arte, 1993
O Grupo Frente e a reação neoconcreta, 1998
Cultura posta em questão/Vanguarda e subdesenvolvimento, 2002
Rembrandt, 2002
Relâmpagos, 2003
Televisão:
Araponga - 1990/1991 (Rede Globo) - colaborador
Dona Flor e Seus Dois Maridos - 1998 (Rede Globo) - colaborador
Irmãos Coragem - 1995 (Rede Globo) - colaborador


Bebel Gilberto


Isabel Gilberto de Oliveira, mais conhecida por Bebel Gilberto (Nova Iorque, 12 de maio de 1966) é uma cantora e compositora brasileiro-americana.

É filha dos cantores brasileiros João Gilberto e Miúcha. Começou a cantar cedo, participando de coros infantis em discos e musicais como Os Saltimbancos e Pirlimpimpim.

Estreou ao lado do pai, cantando Chega de Saudade, no especial João Gilberto do Prado Pereira de Oliveira, em 1980. Trabalhou no filme A cor do seu destino, de Jorge Durán. Era grande amiga de Cazuza e fez um dueto com o cantor na música Preciso Dizer Que Te Amo da qual era co-autora. Bebel compôs em parceria com Cazuza e Dé Palmeira, além de Preciso Dizer que te Amo, as canções Amigos de Bar, Mais Feliz e Mulher sem Razão. Participou do projeto Peeping Tom de Mike Patton (ex-vocalista do Faith No More), cantando "Caipirinha".

Atualmente reside em Nova Iorque, mas divide seu tempo entre os Estados Unidos e o Brasil, onde reside no Rio de Janeiro. Faz sucesso também na Europa, sendo uma das cantoras mais bem cotadas pelo leste europeu. Seu primeiro disco, Tanto Tempo, foi um dos discos mais bem cotados por público e crítica, sendo eleito um dos 1.000 discos que devem ser ouvidos antes de morrer. Bebel ainda lançou em 2004 seu segundo disco, Bebel Gilberto, que, apesar de ter ganho muitos prêmios pelo mundo (sobre tudo pelos singles "Aganjú" e "Simplesmente"), é considerado como seu disco mais fraco. Em 2007 lançou seu terceiro disco mundial, Momento que, mesmo não tendo atingido o mesmo sucesso de seu primeiro disco, foi um dos discos mais ouvidos do ano. Em 2009 pretende lançar novo Cd, All in One, com regravações de canções como "Bim Bom" e "Chica Chica Boom Chic".

Discografia:
Álbuns

1986: EP Bebel Gilberto
1991: Louquinha (mercado japonês)
2000: Tanto Tempo
2004: Bebel Gilberto
2007: Momento
2009: All in One

Compilações:

2001: Tanto Tempo Remixes
2002: Tanto Tempo Remixes [Japan]
2005: Bebel Gilberto Remixed


2000: Sem Contenção
2001: Tanto Tempo [Kruder Remixes]
2002: So Nice
2003: Close Your Eyes
2004: Aganju Pt. 1
2004: Aganju Pt. 2
2004: Aganju/Winter
2004: All Around
2004: River Song
2005: Remixed, Pt. 1 [Simplesmente]
2005: Remixed, Pt. 2 [5 Tracks]
2005: Remixed Vinyl 2
2005: Remixes EP

Participações:

1983: Geraldo Pereira
1977:
Os Saltimbancos (com Chico Buarque)
1980: A Arca de Noé (com
Vinicius de Moraes)
1981: Os Saltimbancos Trapalhões (com Chico Buarque, Miúcha e
Lucinha Lins
1981: Menino do Rio
1995: Future Listening (com
Towa Tei)
2002: The Best of Brazilian Jazz
2004: Namorando a Rosa
2006: Duetos
2006: Peeping Tom (na música Caipirinha com
Mike Patton)

Filmografia:

Referências

Yahoo!. Saltimbancos Trapalhões. Página visitada em 13/09/2008.
Clique Music UOL.
The Best of Brazilian Jazz - Vários Intérpretes. Página visitada em 13/09/2008.
Biscoito Fino.
Bebel Gilberto. Página visitada em 13/09/2008.