domingo, 16 de agosto de 2009

O Livro sobre Nada


O Livro sobre Nada
Manoel de Barros

Com pedaços de mim eu monto um ser atônito.
Tudo que não invento é falso.
Há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira.
Não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou.
É mais fácil fazer da tolice um regalo do que da sensatez.
Sempre que desejo contar alguma coisa, não faço nada; mas se não desejo contar nada, faço poesia.
Melhor jeito que achei para me conhecer foi fazendo o contrário.
A inércia é o meu ato principal.
Há histórias tão verdadeiras que às vezes parece que são inventadas.
O artista é um erro da natureza. Beethoven foi um erro perfeito.
A terapia literária consiste em desarrumar a linguagem a ponto que ela expresse nossos mais fundos desejos.
Quero a palavra que sirva na boca dos passarinhos.
Por pudor sou impuro.
Não preciso do fim para chegar.
De tudo haveria de ficar para nós um sentimento longínquo de coisa esquecida na terra — Como um lápis numa península.
Do lugar onde estou já fui embora.

domingo, 9 de agosto de 2009

Vem andar comigo!!

Vem andar comigo..

(Jota Quest): Composição - Rogério Flauzino


Basta olhar no fundo dos meus olhos
Pra ver que já não sou como era antes
Tudo que eu preciso é de uma chance
De alguns instantes
Sinceramente ainda acredito
Em um destino forte e implacável
Em tudo que nós temos pra viver
É muito mais do que sonhamos
Será que é difícil entender?
Porque eu ainda insisto em nós
Será que é difícil entender?
Vem andar comigo
Vem, vem meu amor
As flores estão no caminho
Vem meu amor
Vem andar comigo
Vem andar
As flores estão no caminho
Vem amor
Vem andar comigo

domingo, 5 de julho de 2009

Cavalos Selvagens



Um dos maiores símbolos de liberdade, sem dúvida, são os mustangs, os famosos cavalos selvagens americanos que ainda correm livres pelo meio-oeste americano.A National Geographic deste mês publica uma reportagem sobre um programa americano que delimita, ao mesmo tempo que regula e protege, determinadas áreas em que esses magníficos animais podem permanecer livres.Se por um lado é cruel ver como cada vez mais o homem vai limitando o habitat de cada vez mais espécimes livres, pelo menos, ao que parece, há um esfôrço para que os mustangs não desapareçam por completo. Há programas de captura e adoção de animais, e muitos vezes detentos participam dessas atividades. E aí está o que mais me chamou a atenção, na frase abaixo, onde poeticamente Alexandra Fuller, autora da história, resume sua emoção perante o "funcionamento de um novo programa de rehabilitação de detentos-- no qual eles adestram os animais selvagens capturados" :

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Hoje é o meu aniversário

( Rosa Cleide Marques )

Quero fazer pedidos de amor a Deus
Quero ter Deus comigo todos os dias da minha
vida
Quero ter a visão Crística de tudo
Quero ser Acolhida pela terra quente
Quero o amor dos meus pais e da minha família
Quero continuar dando-lhes carinho e
ternura
Quero dedicar mais tempo para o próximo
Quero que meus amigos me amem de verdade
Quero ser verdadeira com eles
Quero abriga-los em meu coração sempre
Quero um amor verdadeiro
Quero sorrisos de esperança
Quero um mundo de união entre
irmãos
Quero o cerrado para Rocinante
Quero a água do Olho D´água
Queo apreciar o canto dos pássaros
Quero o homem preocupado com a terra
Quero todos os meus dias o maior amor
Que é Deus.

Amigos de sempre...

Amigos de sempre...

(Edson Gabriel Garcia)

...Amigos (todos, os de sempre, de antes, de agora e de depois, amigos de toda hora e de poucas horas, comunistas, tucanos, petitas, neo-liberais e radicais, amigos vermelhos, amarelos, brancos, negros, azuis e multicoloridos, amigos plurais e singulares, amigos de pouca conversa e muito trabalho, amigos do silêncio e da fala solta, alegres, tristes, guardados e escondidos, amigos moços, sem idade, amigos mais-que-perfeitos, pós-modernos, amigos perfeccionistas, amigos múltiplos em gênero número e grau, amigos de peito aberto, de cara limpa, de vergonha na cara, de brio, de olhos críticos e coração ardente, amigos de mãos carinhosas, de jeito manso e gostoso, de cumplicidade velada. Amigos, amigos...).